O legado de Adoniram Judson

ADONI

“Aquele que ajoelha mais fica em pé melhor”

“Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos.”A história desse personagem é contada até hoje.

Essas eram as palavras de um grande homem de fé, chamado Adoniram Judson.

 Era o ano de 1824. Os oficiais do rei da Birmânia (atual Mianmar) – pais que fica às margens do Golfo de Bengala, no Sudeste Asiático tinham acabado de saquear o lar missionário de Adoniran e Ann Judson. levando tudo o que acharam de “valioso”. No entanto, o tesouro mais precioso havia passado despercebido: o manuscrito de uma porção da Bíblia, traduzida por Adoniran Judson, que sua esposa Ann enterrara sob a casa. Acusado de espionagem, Adoniran, um missionário magro e de corpo pequeno, ficou encarcerado por quase dois anos em uma prisão infestada por mosquitos. Ele e outros 60 condenados à morte ficaram encerrados em um edifício sem janelas, escuro, abafado e imundo. . Dentro da cadeia, além das traduções, que ele escondia dentro de seu travesseiro, Adoniran evangelizava os presos.

O missionário, magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, foi conduzido entre os mais endurecidos crimi­nosos, com gado, a chicotadas e sobre a areia ardente, para a prisão. Sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro solo da prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que den­tro do travesseiro, que tinha abaixo da cabeça, estava es­condida a preciosa porção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua do povo que o perseguia.

O episódio descrito é parte da história do americano Adoniran Judson (1788 – 1850), o primeiro missionário cristão na Birmânia, que, por 30 anos, perseverou em seu trabalho de evangelização, apesar das doenças e perseguições constantes que sofria por pregar o Evangelho naquele país. Em 1819 – seis anos depois de sua chegada à Birmânia -, Judson conseguiu seu primeiro convertido. Dois anos depois, já havia uma igreja fundada no país, com 18 batizados. Em 1837, havia 1144 convertidos batizados na Birmânia. Em 1880, esse número passou a sete mil, distribuídos por 63 igrejas. Em 1950, cem anos depois de sua morte, existiam mais de 200 mil cristãos na Birmânia, em sua maioria, resultantes da mensagem que Judson deixara naquele país. Dizia ele:

“Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos.”

“O seu futuro brilhará na mesma medida em que você crer nas promessas de Deus”

Adoniran Judson nasceu em Malden, no estado americano de Massachussetts. Filho do pastor congregacional Adoniran Judson e de Abigail Brown Judson, o jovem Adoniran trabalhou duro em um moinho do pai. Tinha de caminhar muito até chegar à escola e tinha intensa devoção à Igreja. Sua mãe ensinou-lhe a ler um capítulo inteiro da Bíblia quando tinha apenas quatro anos. Naquele período em que o ateísmo, proveniente da França, chegava com força aos Estados Unidos, o jovem Adoniran teve uma crise existencial. Recém diplomado, aos 19 anos, ele surpreendeu os pais quando disse que não mais acreditava na existência de Deus e que iria escrever peças de teatro. Era o ano de 1807. Saiu de casa, mas, quando seguia para a casa de um tio, teve uma experiência que mudou sua vida por completo. No fim de uma noite, procurou um lugar para dormir em uma pensão. O proprietário disse que só tinha um quarto que ficava ao lado de outro em que estava uma pessoa muito doente. A voz agonizante de um homem no quarto ao lado só o deixou dormir no fim da madrugada. Ao acordar, Adoniran soube que aquele homem havia morrido, e tomou um susto ao saber que se tratava de Jacob Eames, um cético e descrente que ele conhecera na faculdade; e que também abandonara o Evangelho pelos ideais ateístas. A notícia da morte de Eames atingiu seu coração como uma flecha. Foi, então, para Plymouth, onde assistiu a dezenas de palestras de pregadores cristãos. Em 1808, decidiu estudar para o ministério e entrou no seminário teológico de Andover.

No ano seguinte, fez uma profissão pública de fé na igreja do pai e sentiu o desejo de tornar-se missionário. Na época, escrevia a Ann, então sua noiva: Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor? […] Hoje, tenho sentido grande alegria perante o Seu trono. Os pais de Judson queriam que ele aceitasse pregar em uma igreja de Boston, mas recusou o convite. Tinha o mundo em seu coração.

Em fevereiro de 1810, fundou, com quatro amigos pastores, a Junta Americana de Missões Estrangeiras, ligada à Associação Geral de Ministros Congregacionais de Bradford, em Massachussetts. Casou-se com Ann em 5 de fevereiro de 1812, e apenas 12 dias depois, o casal partiu para Calcutá, na Índia, junto com os quatro pastores amigos de Judson. Ann tornou-se, então, a primeira missionária a deixar os EUA. Durante a viagem, dedicaram-se ao estudo das Escrituras.O percurso não foi fácil. Ann, que estava grávida, adoeceu no navio. Deu à luz seu primeiro filho, que morreu em seguida. Eles chegaram a Rangum exaustos, em julho de 1813. Ann, muito adoentada, desembarcou em uma padiola. Aquela experiência era uma prévia do que o casal ainda haveria de enfrentar. Depois de sair da cadeia – indultado pela Alta Corte de Justiça do reino birmanês, em novembro de 1825 -, viu a segunda filha do casal, Maria, morrer de febre amarela. Em outubro de 1826, Ann faleceu, também vítima da doença. Adoniram mudou-se, então, para o interior da Birmânia, onde completaria a tradução do Antigo Testamento para o birmanês, em 1834, no mesmo ano em que se casou pela segunda vez, com Sarah, com quem teve oito filhos. Em 1837, Adoniram concluiu a tradução do Novo Testamento.

Em 1845, Sarah faleceu, e ele retornou aos Estados Unidos, 33 anos depois do início de sua viagem à Ásia. Tanto interesse gerado por sua experiência na Birmânia rendeu a Judson uma platéia i inesperada. Grandes multidões corriam para ouvi-lo pregar em solo americano, pois se tornara uma lenda. Veio a falecer no navio, em 12 de abril de 1850 e a frase que ele mais repetia em suas pregações tornou-se uma realidade: Eu não deixarei a Birmânia até a mensagem da cruz ser plantada aqui para sempre. Palavras proféticas de um verdadeiro herói da fé.No século passado, Ana e Adoniram Judson deixam o seu país, os Estados Unidos, e partem para a Birmânia, um país cheio de mistérios. Apesar dos sofrimentos por que passam, o grande amor que sentem um pelo outro os mantém unidos em seu ideal de traduzir a Bíblia para o povo birmanês.

Fonte: Revista Graça, Ano 3, n.º 33, Blog Eles creram
 LIVRO DO TRAVESSEIRO A HISTÓRIA DE ADONIRAM JUSTOS ( PORTUGUÊS )

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Morre Billy Graham, um dos maiores pregadores do mundo

Morre pastor Billy Graham,um dos maiores pregadores do mundo
Pastor norte-americano foi conselheiro de vários presidentes do país

Aos 99 anos de idade, o reverendo norte-americano Billy Graham morreu nesta quarta-feira (21), na Carolina do Norte. William Franklin Graham Jr sofria de câncer e faleceu em sua casa em Montreat.

 Ele era considerado uma figura central do movimento protestante nos Estados Unidos, com forte influência política. Graham fora mentor e conselheiro espiritual de vários presidentes, como o democrata Barack Obama.

Ele se tornou o capelão não oficial da Casa Branca desde Harry Truman (1945-1953). Visto como o pregador mais conhecido do mundo, Graham atraiu as massas, que os seguiam em seus programas de rádio e televisão.

Grande Legado

William Franklin “Billy” Graham nasceu em 7 de novembro de 1918. Era de família evangélica, tendo se batizado aos 16 anos. Após graduar-se em teologia na Faculdade de Wheaton, foi ordenado pastor batista em 1939. Foi co-fundador da Youth for Christ [Mocidade para Cristo] junto com Charles Templeton.

Começou a viajar como evangelista por todo os Estados Unidos até que em 1949 realizou a primeira grande cruzada. Anos depois, iniciou seu ministério internacional, com missões em Londres que duraram 12 semanas, em 1954. Seus eventos sempre foram em locais públicos, como parques e estádios.

Sempre desfrutou de uma reputação privilegiada, focando-se exclusivamente na mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. Esteve em lugares que para outros evangelistas parecia impossível. Durante as décadas da Guerra Fria, Graham conseguiu pregar para multidões em países da Europa Oriental e da antiga União Soviética.

Esteve no Brasil com cruzadas no Rio de Janeiro em 1960, 1974. Retornou em 2000 para uma em Recife e a última foi em São Paulo, em 2008.

Ao longo de seu ministério público de 60 anos, estima-se que tenha pregado a 210 milhões de pessoas, em 185 países. Além disso, escreveu dezenas de livros e promoveu a evangelização através de programas de rádio, TV e pela internet.

 Um dos mais influentes pregadores do século XX, serviu como conselheiro de diversos presidentes da república americanos e figurou sucessivas vezes em listas de pessoas “mais influentes do mundo” da revista Time.

Casou-se em 1943 com Ruth Graham. O casal teve 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Seus filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e deram continuidade ao trabalho do pai.

Nos últimos anos ele vinham lutando contra o mal de Parkinson e desde 2005 não realizava mais as cruzadas públicas que o tornaram famoso. Em 2013 transmitiu os últimos programas televisivos, na campanha “Minha Esperança”, criada pelo seu ministério.

No Twitter, o atual mandatário norte-americano, Donald Trump, lamentou a morte. “O grande Billy Graham morreu. Não há ninguém como ele. Fará falta aos cristãos e aos fieis de outras religiões. Um homem muito especial”, escreveu.

Fonte: Terra e Gospelprime

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Viagem Missões Saúde – Profissionais e voluntários da Saúde se reúnem para atendimento de ribeirinhos

 Entre os dias 10 a 16 de fevereiro as comunidades ribeirinhas da Amazônia receberam um grupo de 30 profissionais de saúde e voluntários durante a viagem missionária Missões Saúde no barco “O Missionário”. A viagem reuniu 11 dentistas, cinco médicos, dois enfermeiros, uma farmacêutica e uma psicóloga. Os profissionais deram apoio ao casal de missionários dentistas André e Germana Matheus.

 

Ao fim da viagem, foram contabilizados 636 atendimentos dentários, 669 atendimentos médicos, 18 atendimentos psicológicos e 2.059 caixas de medicamentos distribuídos.

 O jovem Jeff Soares, um dos integrantes da caravana, pôde ver de perto a necessidade de cuidado físico e espiritual que tem o povo ribeirinho.

 

“Que experiência maravilhosa! O Projeto Novo Sorriso da Amazônia tem o objetivo de levar atendimento médico e odontológico para os ribeirinhos. Mas quando você participa, percebe que vai muito além. Você passa a entender melhor Atos capítulo 2, quando todos os cristãos se ajudavam mutuamente sem considerar nada como seu. Você entende que o Ide é para todos, e que independente da sua profissão, você poderá ser usado em qualquer lugar para levar o Amor de Deus. Você conhece um pouco mais de perto as dificuldades e desafios que os missionários passam todos os dias. E vislumbramos o potencial que temos e não usamos por nos preocupar demais com coisas supérfluas, ou mesmo quando esfriamos na fé e queremos ficar escondidos. Fui para abençoar aquele povo, voltei muito mais abençoado”, contou Jeff.

O trabalho de evangelização e compaixão e graça realizado entre os ribeirinhos não pode parar! Conheça mais sobre o Novo Sorriso da Amazônia e invista na vida dos ribeirinhos. Clique aqui! 

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Notícias Missionárias de Portugal – Fev 2018

“E disse-lhes: Ide por todo omundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15

Missionária Aida Priscila

A viagem foi ótima e nosso Deus me trouxe em paz até essa terra, onde já estou fazendo parte dos Projetos Missionários juntamente com a família do Pastor Daniel Freman.

No próximo domingo dia 11/02 inicia o Projeto Missionário Vivência, e durante 15 dias estaremos em 5 missionários, servindo em diversas cidades dessa nação, intercedendo e apoiando Igrejas locais, e contamos com as suas orações, por nossas viagens e segurança, pelas cidades e Igrejas que serviremos, pelas pessoas que Deus irá preparar para que ouçam a sua Palavra, pela união do grupo, e a provisão do Senhor para todo esse tempo de viagem.

Tenho orado por vocês também meus amados irmãos e por suas famílias, e creio que o nosso Deus é fiel para fazer infinitamente mais e além daquilo que pensamos ou imaginamos! Confiemos nEle!

Gostaria de informar também, que o meu número de telefone mudou, agora esse é o meu novo número de telefone aqui de Portugal: +351 910 110 858, Atualizem em seus contatos por gentileza.

Deus os abençoe e fiquem na paz!

“E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.” Marcos 16:15

No amor de Cristo,

Aida Priscila 🙂

Missionária / Missionary

+351 910 110 858 WhatsApp

http://www.alivioemjesuscristo.com

Soli Deo Gloria  

Missionária Aida Priscila

Dados Bancários:

Banco Caixa Econômica Federal

Agência 1874

Conta Corrente 21562-0

Operação  001

 

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Morre o teólogo R. C. Sproul, aos 78 anos

Americano era conhecido pelos seus livros

Morre o teólogo R. C. Sproul, aos 78 anos Robert Charles Sproul, mais conhecido pelas iniciais R. C., nasceu em 1939, no estado da Pensilvânia, EUA. Teólogo reformado, foi pastor da igreja presbiteriana St. Andrews Chapel, na Flórida.Ficou mundialmente famoso no comando do ministério Ligonier. Autor profícuo, com mais de 60 obras no currículo, foi professor e palestrante em seminários e conferências em várias partes do mundo.

Também manteve por décadas o programa de rádio Renewing Your Mind difundido nos Estados Unidos e em mais 60 países.Com cerca de 20 títulos publicados no Brasil, Sproul influenciou várias gerações de estudantes de teologia e líderes. Em nota publicada no site do ministério Lingonier, R. C. “foi para casa para estar com seu Senhor na tarde do dia 14/12, cercado por sua esposa, Vesta e sua família. Ele estava internado no hospital de Altamonte Springs, Florida. Faleceu aos 78 anos de idade”.

Sproul havia sido hospitalizado há doze dias, devido a dificuldades respiratórias severas e complicadas por uma doença pulmonar obstrutiva crônica.Ainda segundo o site Lingonier, “R.C. foi usado pelo Senhor para proclamar, ensinar e defender a santidade de Deus em toda a sua plenitude.

Através de seu ministério de ensino, muitos de nós aprenderam que Deus é maior do que pensávamos, nosso pecado está mais profundamente enraizado do que imaginamos, e a graça de Deus em Jesus Cristo é esmagadora”. Antes de tudo um evangelista, R.C. fazia questão de dizer que sabia que o Senhor não precisava dele. Durante mais de cinco décadas de ministério, ele “procurou despertar pessoas em todo o mundo para as verdades do cristianismo clássico”.

Fonte: Gospelprime

Abaixo um vídeo desse homem de Deus

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A HISTÓRIA DOS QUAKERS

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Em certos períodos da história, quando a igreja se inclinou perigosamente para um extremo da verdade –ao ponto de quase desviar-se completamente– Deus respondeu revelando e enfatizando o extremo oposto, a fim de restaurar aos seus, e trazê-los de volta ao seu padrão celestial. Esta resposta tem como propósito produzir um efeito oposto poderoso, capaz de trazer o necessário equilíbrio espiritual. Este princípio pode ser apreciado claramente na vida e história de George Fox e os Quaker.

 O contexto histórico

No início do século XVII, a Inglaterra se achava destroçada por intensas lutas políticas e religiosas. Como já vimos nos artigos passados, a igreja oficial e os dissidentes não conformistas disputavam pelo tipo de igreja que devia consolidar-se no solo inglês. Ambos eram protestantes, mas com enfoques radicalmente opostos, não quanto às suas doutrinas essenciais, mas quanto à forma exterior da igreja. Os anglicanos se agarravam à igreja legada pela tradição histórica, enquanto que os dissidentes queriam uma igreja mais ajustada ao modelo do Novo Testamento, até onde eles o entendiam. Tratava-se, portanto, de uma luta por coisas importantes, embora exteriores.

Muito pouco interessava, nesses dias, a experiência real e interior. A vida cristã tinha chegado a ser não muito mais que uma profissão formal de certos credos protestantes considerados ortodoxos. Tudo tinha sido reduzido à confissão exterior de um conjunto de doutrinas corretas, sem importar o seu verdadeiro impacto na vida de quem as professava. As pessoas se consideravam «justificadas» por sua adesão a um credo ortodoxo formal, e não por uma fé viva em Cristo morto e ressuscitado. Além disso, um calvinismo rígido, cansativo e intelectualizado enchia os corações de pessimismo, enfatizando grandemente a condição corrupta da natureza humana e sua incapacidade de viver uma vida livre do poder do pecado. Deste modo, justificavam-se em toda classe de vícios, e um relaxamento moral generalizada entre os assim chamados cristãos. Na verdade, o que ocorria é que muito poucos conheciam a Cristo por experiência.

Este lamentável estado de coisas se refletia em ministros e clérigos incapazes de guiar os homens que pastoreavam para um conhecimento vivo de Cristo, pois nem mesmo eles o conheciam de verdade. Enquanto isso entretinham-se em longos e acalorados debates teológicos, carentes de significação espiritual. A sua ortodoxia era correta, mas tão fria, morta e impotente como um cemitério. Entretanto, nesses dias de escasso conhecimento espiritual, Deus ia usar um homem chamado de fora de todo esse mundo religioso para começar a reverter esta situação. Seu nome era George Fox.

george fox

 Um homem enviado por Deus

Em sua autobiografia, Fox diz que nasceu em Leicestershire, em Julho de 1624. Seu pai, um tecedor de ofício, e sua mãe, que tinha mártires entre os seus antepassados, eram considerados como pessoas retas e cristãs. Desde menino, George mostrou uma seriedade pouco comum. Quando tinha 19 anos foi convidado para uma festa com outros parentes ‘cristãos’, onde viu como alguns bebiam em excesso. Aborrecido ao perceber tanta diferença entre palavras e atos, abandonou o lugar, e a partir dali se entregou a uma longa busca espiritual. Viajou por diversos lugares da Inglaterra e conversou com ministros de todas as tendências de sua época, procurando respostas para as suas profundas inquietações espirituais. Nesse tempo se sentia envolvido por densas e terríveis trevas, mas ninguém conseguiu lhe ajudar. Isto o conduziu a um estado de desespero quase total. Tudo ao seu redor parecia morto e impotente. Os cristãos de seus dias careciam de verdadeira realidade espiritual.

Um dia, enquanto caminhava em direção à cidade de Coventry, sentiu que Deus falava ao seu coração de maneira direta, abrindo o seu entendimento. Então compreendeu subitamente que todos, sejam católicos ou protestantes, se tiverem passado da morte para a vida, são verdadeiros crentes, enquanto que quem não tem passado por essa experiência, não são, embora se denominem a si mesmos crentes.

Essa experiência de ‘abertura’, como ele a chamou, aonde a verdade chegava, já formada, ao seu coração, repetir-se-ia nos dias seguintes, e ao longo de toda a sua vida. Da mesma maneira, entendeu claramente que por ter estudado em Oxford ou em Cambridge não qualificava a um homem para ser ministro de Cristo – apesar de que isto ia contra o ponto de vista usualmente aceito, inclusive por ele mesmo até esse momento.

Depois de outra dessas ‘aberturas’, compreendeu que Deus não habita em templos feitos por mãos de homens, mas no coração das pessoas. Que o seu povo é o seu templo e que ele habita neles. Não obstante, uma experiência ainda mais profunda estava por chegar. Em sua autobiografia nos conta que quando todas as suas esperanças em ministros e pregadores, e ainda em todo homem, esgotaram-se, de modo que não ficava nada exterior em que apoiar-se e nada mais que ele pudesse fazer, escutou uma voz que lhe dizia, «Há um, Cristo Jesus, que pode responder a sua condição». Então –nos diz– o seu coração saltou de gozo. Ninguém mais que Cristo podia responder ao seu coração entrevado, e isto, para que só Cristo tivesse a glória. Todos, tal como ele, estão cegados debaixo do pecado, e só Cristo pode lhes iluminar, concedendo a sua graça e poder. Só ele tem a preeminência.

Isto foi para ele, enfatiza Fox, um conhecimento experimental. A partir desse dia todos os seus sofrimentos, trevas e tentações se dissiparam. Viu que Cristo era poderoso para vencer nele todas essas coisas e ainda mais. Agora tinha a certeza de ser guardado por Cristo do poder do pecado, mediante o Espírito Santo. Todas as suas necessidades estavam satisfeitas em Cristo. Depois deste acontecimento se sentiu compelido a anunciar a todos os homens aquilo que tinha descoberto por experiência própria, e começou um aguerrido ministério itinerante. Este foi o começo das «Sociedades de Amigos», a quem seus caluniadores apelidaram «Quaker».

 Seus ensinos e conduta

Os Quaker, a partir de Fox e seus ensinos, rejeitavam todos os aspectos exteriores da religião dos seus dias, considerando-os como um formalismo vazio. Ao contrário, enfatizavam o conhecimento e as realidades espirituais interiores como o único realmente válido. Em dias de ortodoxia fria e exterior, fizeram um ousado chamado para «conhecer a verdade no íntimo». A luz interior, diziam, que mora no coração de cada crente, ensina-nos todas as coisas. Não é que menosprezassem a Bíblia, como pretendiam seus adversários, mas enfatizavam a absoluta necessidade de que o Espírito Santo a revele no íntimo. Além dessa revelação interior, as doutrinas, e ainda a própria Bíblia –diziam– carecem de significado. Tudo deve ser avaliado pela experiência interior.

Por isso, consideravam à igreja como uma entidade exclusivamente espiritual, conformada por todos aqueles que nasceram de novo; e desprezavam todos seus aspectos exteriores como carentes de significado, inclusive o batismo e a ceia do Senhor, como parte de sua reação contra o formalismo excessivo de seu tempo. Para eles, estes sacramentos eram interiores e espirituais. Além disso, rejeitavam o ministério oficial e profissional, afirmando que o verdadeiro ministério era concedido pelo Espírito, além dos títulos e ordenações exteriores. Rejeitavam, por outro lado, os templos, que em seu tempo eram considerados ‘lugares santos’, intitulando-os de ‘casas campanários’. Para eles, o verdadeiro templo eram os crentes, em quem Deus habitava em Espírito.

Quanto à vida cristã prática negava-se a pronunciar juramentos e detestavam todo tipo de simulação ou hipocrisia social. De fato, consideravam a todos os homens como iguais em dignidade, sem importar a sua origem ou condição social. Negavam-se a prestar ‘honras sociais’ a nobres ou outros títulos sociais, pois sentiam uma aversão profunda a toda forma de servilismo (não obstante, reconheciam os títulos de rei ou juiz). Jamais tiravam o chapéu diante de um poderoso ou nobre em sinal de respeito, o qual levou a muitos deles para a prisão.

Eram, além disso, pacifistas convencidos e militantes, que se negavam a usar as armas e preveniam a todos contra o uso delas, ainda a risco de serem considerados como traidores. Todas as guerras sem exceção, julgavam os irmãos, procediam das paixões humanas, de acordo com o texto de Tiago. Também se opunham ardentemente à escravidão, pois para eles todos os homens eram iguais perante Deus. Em suma, de acordo aos Quaker, todo verdadeiro cristão devia mostrar uma vida consagrada e transformada pela vida interior do Espírito.

Por outro lado, os irmãos criam firmemente na vigência de carismas espirituais. George Fox relata numerosos incidentes de cura, libertações de demônios, profecias e palavras de conhecimento sobrenatural em sua própria experiência. Não obstante, eram normalmente moderados e sérios no emprego dos mesmos, evitando qualquer excesso emocional. É interessante notar que uns cinqüenta anos mais tarde, durante o avivamento metodista, muitos quakeres sentiram saudades ante as manifestações emocionais que observavam nas reuniões de Whitefield e Wesley. Toda essa emotividade resultava alheia aos seus sentimentos, mais acostumados à quietude.

 Sua história e sofrimentos

Tratava-se de um verdadeiro protesto contra a religião formal e vazia dos seus dias. Muitos se sentiram atraídos por seus ensinos e por volta de 1652 se reuniram em Preston Patrick, ao norte da Inglaterra, a primeira «Sociedade de Amigos». Logo apareceram muitas mais em todo o país. Embora os Quaker enfatizassem a importância da voz interior do Espírito, as suas reuniões estavam muito longe de parecer-se com os cultos pentecostais posteriores. Congregavam-se quietamente, formando círculo ou dois grupos de fileiras opostas, sem nenhum tipo de ministro ou direção formal, e esperavam em silêncio até que um deles, ou talvez vários, recebesse uma palavra para compartilhar com seus irmãos. Era permitido a todos falar, tanto homens como mulheres, se isso fosse feito sob a direção do Espírito. Os Quaker criam e praticavam o sacerdócio de todos os crentes, apoiados em que todos tinham a Luz interior para os guiar.

As circunstâncias da história inglesa explicam a terrível reação que deveriam suportar. Os dissidentes não conformistas ascenderam momentaneamente ao poder durante a regência de Oliver Cromwell. Os bispos anglicanos foram exilados e por um tempo se gozou da liberdade de culto. Isto foi favorável para Fox e as sociedades de amigos, que se estenderam por toda a Inglaterra. Não obstante, o estilo confrontacional de alguns deles atraiu para eles vários problemas, inclusive com o governo relativamente tolerante de Cromwell. Acostumavam interromper as reuniões nos templos oficiais, normalmente depois do sermão, para expor os seus ensinos, provocando às vezes desordens e ataques violentos da multidão (embora nunca respondessem às agressões de seus atacantes). Em torno de 3.200 deles sofreram a prisão durante esse período, debaixo de terríveis condições e abusos, não só por interromper cultos oficiais, mas também por supostas blasfêmias, não tirar o chapéu diante de pessoas de alta classe social, e negar-se a pegar nas armas. Fox mesmo esteve oito vezes na prisão ao longo de sua vida.

Tanto homens como mulheres enfrentaram com admirável valor a perseguição, os golpes e as humilhações a que eram submetidos pelo povo enfurecido. Não retrocediam, nem se escondiam diante dos seus perseguidores. De fato, não faziam nada para evitar serem capturados e postos na prisão. Apesar de tudo, a Sociedade de Amigos cresceu e inclusive enviou missionários às reservas indígenas na América do Norte, Holanda e Alemanha.

Entretanto, o sofrimento mais intenso iria vir depois da morte de Cromwell. A monarquia foi restaurada sob Tiago II, e isto trouxe certo alívio aos irmãos por um breve tempo. Mas, mais adiante, com a publicação da «Ata de Uniformidade», em que se obrigava a todos os súditos do reino a conformar-se à restaurada «Igreja da Inglaterra», sob ameaça de penas severas, milhares sofreram a prisão e a perda de todos os seus bens materiais, pois se negaram a aceitar o decreto e continuaram reunindo-se abertamente, desafiando a proibição – a diferença dos grupos não conformistas, que continuaram adiante em segredo. Em torno de 400 irmãos morreram na prisão durante aqueles anos.

Por causa dos enormes sofrimentos que deveriam enfrentar, tal como fizeram os Puritanos, alguns começaram a migrar para a América. William Penn, filho de um famoso almirante inglês, tinha abraçado as idéias dos Quaker em 1666, e chegou a converter-se em um dos seus maiores pregadores e defensores. Este decidiu achar na América do Norte um lar livre para os seus, e começou ajudando a enviar uns oitocentos deles para Nova Jersey em 1667. Mais adiante, obteve como pagamento de uma dívida do Rei Carlos II a concessão de um grande território no Novo Mundo, que foi mais tarde conhecido como Pensilvânia, em honra a seu nome. Ali foi fundada Filadélfia, a primeira cidade Quaker da América. Um novo capítulo se abriu assim para a história dos Quaker refugiados.

Finalmente, em 1689, ditou-se na Inglaterra uma ata de tolerância, e as sociedades de amigos puderam ao fim gozar de liberdade de culto. George Fox morreu pouco tempo depois, em 1691, depois de um incansável e sofrido ministério itinerante.

 Legado espiritual

Embora os Quaker fossem muito longe em sua rejeição a todas as formas exteriores da igreja, inclusive aquelas ensinadas no Novo Testamento (com o qual se torna difícil concordar), o seu valor radica em que por seu intermédio foi restaurada a importância da morada interior do Espírito Santo, como divino Condutor e Mestre de todos os crentes.

Sua convicção de que a Escritura, as doutrinas corretas e as práticas eclesiásticas não significam muito além da vida que ministra o Espírito, continuam vigentes até hoje. Porque o conhecimento da verdade no íntimo, por revelação do Espírito, é vital para a vida dos crentes, tão individual como corporativamente. As coisas exteriores devem sempre ser a expressão das realidades exteriores e espirituais. De outra maneira, tornam-se vazias e mortas. Na Inglaterra de seus dias esse era o caso e por isso reagiram com tanta ousadia.

Era necessária uma restauração, e para isso deveriam começar com o essencial. Tornou-se fundamental redescobrir a Cristo de uma maneira experimental. Só assim o pecado, a religiosidade e a morte que imperavam em seu tempo podiam ser revertidos. Por isso, os Quaker levantaram o estandarte do testemunho para recordar que Cristo não habita nas doutrinas corretas, nos templos e nos ritos exteriores, mas no coração dos crentes, ministrando-lhes a sua vida, poder e direção para vencer em todas as coisas. E, se inclinaram demasiadamente para um extremo da verdade, se deve, sobretudo, a que o Cristianismo de seus dias se inclinou mortalmente para o extremo contrário.

FONTE; http://www.aguasvivas.ws/revista/54/espigando.htm

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Informe Missionário – Outubro 2017

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Graça e paz meus irmãos e amigos,

É com muita alegria e gratidão ao Senhor da seara que vos escrevo, para compartilhar daquilo que o nosso Deus tem feito nesse nosso tempo de missões no oeste dos Estados Unidos.

Para honra e glória do Senhor iniciamos um pequeno grupo de estudo bíblico na casa onde moro, e temos tido um tempo muito abençoado de comunhão e de crescimento no conhecimento do nosso Deus. Contamos com as suas orações, que o nosso Deus traga mais pessoas ao grupo, que Ele venha falar aos nossos corações e que sejamos cada dia mais parecidos com Cristo através dessa caminhada de discipulado.

Com relação ao ministério de adolescentes e jovens do qual sou responsável na igreja, temos avançado e para honra e glória do Senhor, prosseguindo em conhecer cada dia mais o nosso mestre. Durante a semana tenho 3 cultos dos quais dirijo, dois aos domingos e um na quarta-feira.

Depois de orar e pedir a orientação do Senhor, comecei um estudo sobre os atributos de Deus com os jovens, e para minha surpresa muitos deles não tinham conhecimento sobre os atributos que temos estudado.

Peco oração pela vida de cada um deles, que Deus traga salvação e transformação para essas vidas, que eles venham crescer no conhecimento do nosso Deus e que tenham fome pela Palavra de Deus, a Bíblia.

Começamos um Projeto com o futebol também, no qual sou treinadora e temos tido visitas de não cristãos aos treinos, peço oração por esse projeto. Que Deus use esse ministério com o esporte afim de que muitos que não o conhecem, venham o conhecer. E que os jovens da igreja sejam testemunhos vivos da transformação que somente o nosso Deus é capaz de fazer no homem.

Gostaria de pedir oração pela irmã Nayeli, senhora com quem eu moro, pois, ela trabalha em dois empregos em outra cidade, e a distancia é de aproximadamente 1 hora da nossa casa. Ela está fazendo algumas entrevistas e procurando um emprego em Ogden na nossa cidade. Que Deus abra essa porta e em breve possamos testemunhar daquilo que nosso Deus irá fazer em sua vida profissional.

Peço oração também pela próxima quinta-feria dia 05/10, pois será o meu aniversário e estamos planejando uma festinha no nosso pequeno grupo de estudo Bíblico. Que Deus me oriente na mensagem que irei compartilhar e nas pessoas que serão convidadas. Que tenhamos um tempo de bênçãos juntos.

Com relação ao aprendizado e aperfeiçoamento do meu inglês, também gostaria de contar com as suas orações. Tenho ministrado a Palavra em inglês, e me comunicado em inglês também. Que Deus possa me dar sabedoria do alto e me capacitar cada vez mais no domínio da língua.

Pedimos oração também pelas famílias afetadas pelos furacões, e também por aqueles que perderam os seus  no tiroteio que ocorreu em Las Vegas. Deus traga consolo e salvação ao povo americano, bem como para todos os países vizinhos que foram afetados pelos furacões e terremotos.

No mais amados irmãos e amigos, peço oração também pela provisão e recursos financeiros para esse meu tempo aqui até o mês de Janeiro. Que Deus levante mantenedores e intercessores, que possam prosseguir comigo nessa missão.

Obrigada pelas orações de cada um de vocês e pelas suas ofertas, que o nosso Deus na sua infinita riqueza e glória possa recompensar a todos vocês de maneira abundante.

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação, que nos consola em todas as nossas tribulações, para que também sejamos capazes de consolar os que passam por qualquer tribulação, por intermédio da consolação com que nós mesmos somos consolados por Deus.” 2 Coríntios 1:3-4

Em anexo fotos dos Projetos Missionários.

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No amor de Cristo,

Aida Priscila 🙂

Missionária / Missionary

+55 48 8403-7007 WhatsApp

http://www.alivioemjesuscristo.com

Soli Deo Gloria  

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