“Estamos sendo abatidos como animais”, denunciam pastores perseguidos

Cristãos nigerianos

Líderes evangélicos fazem apelo ao presidente da Nigéria para que impeça novos massacres

 

Dezenas de líderes da igreja nigeriana se reuniram com o presidente Muhammadu Buhari, quando condenaram o massacre de cristãos no país e as mentiras propagadas pela imprensa sobre o tema.

O pastor evangélico Dacholom Datiri, presidente da Igreja de Cristo na Nigéria, disse que entregou um relatório a Buhari, que é muçulmano, descrevendo o assassinato de 646 cristãos somente no estado de Plateau este ano.

“A devastação em termos de vidas perdidas e a destruição de propriedade é inimaginável. Milhares de cristãos, pastores e membros de igrejas, foram mortos a sangue frio, abatidos como animais ou queimados até a morte. Suas casas e empresas foram queimadas ou saqueadas e as fazendas foram destruídas”, disse ele, assegurando que são anos de sofrimento.

Milhares de outros cristãos foram deslocados dentro do país ou fugiram para nações vizinhas, desde o início de 2018, enquanto o governo nigeriano não toma providências efetivas para proteger seus cidadãos.

“A narrativa é que essas pessoas são mortas por desconhecidos, ou que é um conflito étnico entre agricultores e pastores de gado da etnia fulani”, disse Datiri em seu relatório. “Todas estas versões são enganosas e deliberadamente criadas para esconder a verdade e continuar a perpetrar o mal.”

O pastor Datiri lembra que depois dos ataques muitas igrejas são destruídas, o que não faria sentido se fosse apenas uma questão tribal. “O modo de operação em todos esses ataques, como testemunham os sobreviventes, não nos deixa dúvida do uso de armamentos militares das milícias Fulani”, ressaltou.

Como prova, ele apontou para imagens de militantes empunhando armas sofisticadas, incluindo rifles AK-47, metralhadoras e granadas, que foram usados para matar cristãos desarmados.

No relatório entregue ao presidente Buhari, Datiri apontou ainda que até 38.000 cristãos foram forçados a fugir para campos de deslocados, com 30 igrejas e 4.436 casas cristãs destruídas no estado, todas no espaço de meio ano.

Emeka Umeagbalasi, presidente da Sociedade Internacional de Liberdades Civis e Estado de Direito, disse ao The Christian Post que o governo e muitas agências de notícias estão divulgando uma narrativa falsa e que o mundo não sabe o que ocorre na Nigéria.

Ele diz que se negam toda as evidências que a motivação religiosa, uma vez que o grande percentual das vítimas serem cristãos mortos, e que as igrejas foram transformadas em mesquitas pelos invasores. “Quantos agricultores muçulmanos estão sendo mortos pelos pastores de gado Fulani? Quantos lares muçulmanos foram destruídos ou queimados? A resposta é nenhum. Não gostamos de usar o termo ‘pastores Fulani’, gostamos de usar ‘jihadistas fulani’, pois é isso que eles são.”

Fonte: Gospelprime

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Mais de 400 índios se converteram após ouvir o Evangelho pela primeira vez na Amazônia

Os indígenas da tribo Yanomami, uma das mais numerosas da Amazônia, conheceram o Evangelho pela primeira vez de uma maneira inusitada. A história foi relatada pelo missionário norte-americano Larry Buckman, da organização Renew Outreach.

Em setembro de 2012, cinco jovens da tribo foram enviados por seus líderes para encontrar alguém na floresta amazônica que pudesse falar sobre o filho de Deus. “Por que eles decidiram caminhar dez dias em direção ao norte para encontrar alguém? Eles não tinham como saber que havia alguém lá. É claro que o Espírito Santo estava guiando eles”, contou Larry.

De acordo com o missionário, a comunidade Hakoma, pertencente à tribo Yanomami, era uma das mais violentas em toda a Amazônia. Embora houvesse alguns cristãos Yanomami, a área de Hakoma não havia sido alcançada. O Evangelho foi apresentado a eles pela primeira vez 55 anos antes, através dos missionários Bob e Steve.

Nos anos 1960, quando Bob e Steve visitaram Hakoma pela primeira vez, eles relataram que quase todas as pessoas estavam drogadas, tinham muco saindo de seus narizes e vomitavam. “À noite eles eram possuídos por demônios, espancavam suas esposas e abriam suas cabeças com porretes”, relatou Bob a Larry. “Eles quase nos mataram”.

Após a jornada de dez dias, os cinco indígenas chegaram ao rio Palimiú e entraram em uma vila onde dois cristãos brasileiros, Paulo e Betânia, estavam vivendo há 14 anos, aprendendo a língua e traduzindo o Novo Testamento.

Na ocasião, estava acontecendo uma celebração de batismos na igreja e sem querer os indígenas acabaram entrando na fila. Os cristãos logo perceberam que eles faziam parte da tribo violenta e ficaram com medo. Ainda assim, Paulo agiu com ousadia.

“Eu não perguntei se eles queriam Jesus; eu batizei os cinco junto com os outros”, contou Paulo. Ele e Betânia convidaram os indígenas para a casa deles e passaram as próximas cinco horas conversando.

Os homens explicaram a razão pela qual viajaram a tal distância. “Estamos cansados ​​de viver da maneira que sempre vivemos”, disseram a Paul e Bethany. “Nós estamos matando pessoas e nos drogando. Nós queremos viver uma vida diferente. Alguém nos contou sobre o Filho de Deus. Você sabe quem é?”

Paulo falou a eles sobre o Deus, Jesus e o Espírito Santo. “Vimos seus olhos brilharem de admiração sobre tudo o que dissemos”, disse Paulo, que continuou ensinando o Evangelho a eles por vários dias.

Enfrentando riscos

Quando estavam prestes a retornar para sua aldeia, os homens imploraram aos missionários brasileiros para que contassem a sua tribo sobre Jesus. No início de 2013, os dois começaram a planejar uma expedição para ir até a comunidade de Hakoma.

“Foi um tempo de muita oração buscando a direção de Deus”, observou Paulo.

Alguns meses depois, eles receberam notícias de que os membros da mesma tribo exterminaram uma aldeia inimiga e mataram cerca de 46 garimpeiros na região.

“Dezoito dias após esse massacre, em 9 de novembro de 2013, estávamos em um pequeno avião indo em busca desse povo”, contou Paulo. “Muitos nos disseram para não ir, dizendo ‘isso é suicídio’, ‘’eles são muito perigosos’”.

O grupo incluiu Paulo, Betânia e três outros cristãos yanomami que falavam diferentes idiomas. “Não sabíamos ao certo o que nos esperava; estávamos com muito medo, mas confiantes no cuidado de Deus”.

Quando perceberam que estavam no mesmo lugar em que os mineiros haviam sido mortos semanas antes, eles buscaram a Deus em oração.

“Quando levantamos nossas cabeças, vimos uma cena inacreditável. Estávamos cercados por homens, mulheres e crianças armados com arcos e flechas, zarabatanas e dardos envenenados, mas também rifles, cartuchos, relógios, tablets, celulares e roupas dos mineiros que mataram 18 dias antes”, relatou.

Paulo tirou uma foto rápida com sua câmera, mas esqueceu de desligar o flash. A multidão interpretou o flash como um sinal hostil e começou a caminhar em direção aos missionários com suas armas. “Eles miraram. Achei que nossa hora tinha chegado”, Paulo contou.

Então uma voz solitária gritou do meio da multidão. “Pare! Não os machuque. Eles são aqueles que disseram que existe um Criador”. O alerta veio dos cinco indígenas que Paulo batizou no ano anterior. “Vimos nos olhos deles a alegria com a nossa chegada”, observou Paulo.

Poder do Evangelho

Os cinco levaram os missionários para falar diante de uma multidão que estava esperando por eles. Na tarde de 9 de novembro de 2013, os missionários compartilharam a Palavra de Deus com os Yanomamis.

“Noite após noite, as pessoas estavam se arrependendo. As reuniões às vezes iam até as 5:00 da manhã. Isso aconteceu dia e noite. Eu respondi a tantas perguntas e no final tivemos outro batismo. Mais de 400 indígenas chegaram a Cristo”, celebrou Paulo.

Paulo e os outros líderes foram até um rio próximo e batizaram 162 novos cristãos e depois ministraram a Santa Ceia, usando “o beijú da mandioca e suco de açaí”.

Em novembro, a equipe começou a discutir a ideia de plantar uma igreja. Eles tinham muitos convertidos recém-batizados, mas poucos líderes maduros para orientá-los. “Precisávamos fazer alguma coisa, então escolhemos os cinco indígenas que eu havia batizado em 2012 como líderes na fé”, disse Paulo.

Fruto das sementes

Em 2014, a equipe retornou à aldeia, levando Bíblias de áudio e um pequeno projetor com o filme “Jesus” ​​na língua Chamatari, que foi exibido para 18 aldeias em dez dias.

Três anos depois, o filme chegou a alcançar 4.600 pessoas em 21 aldeias remotas. “Eles relatam que agora há cristãos em todas as regiões, em lugares onde não podemos ir”, observou Betânia . “Os indígenas estão fazendo o que não podemos. Estamos vivendo um verdadeiro avivamento no coração da selva”.

O primeiro missionário que esteve entre na comunidade de Hakoma, Bob, está impressionado com o que viu. Ele e Steve foram convidados a ministrar a Santa Ceia aos novos cristãos, 55 anos depois de terem plantado as sementes do Evangelho.

“Esses caras antigos sacrificaram tudo e mereceram ver isso em suas vidas. É incrível ver como Deus transformou essa tribo e, de alguma forma, está protegendo aqueles queridos homens que se deslocam para levar o Evangelho”, afirmou Larry Buckman. “São 200 aldeias yanomami que conhecemos. Eles planejam levar o Evangelho a cada uma dessas 200”.

Fonte: Gospel Geral

 

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Ore pela Indonésia – Terremotos e tsunami mataram quase 400 pessoas no país

 

Por G1 – 

O número de mortos deixados pela série de terremotos e pelo tsunami que atingiram a ilha indonésia de Sulawesi subiu para 384 em balanço divulgado pelas autoridades neste sábado (29). O número de vítimas pode subir.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em indonésio), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou ainda que dados provisórios indicam que 540 pessoas ficaram feridas e 29 estão desaparecidas.

Feridos são atendidos nas ruas de Palu — Foto: Muhammad Rifki / AFP

Feridos são atendidos nas ruas de Palu — Foto: Muhammad Rifki / AFP
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Tremor e tsunami provocam mortes e danos em ilha da Indonésia
Jornal Nacional
Tremor e tsunami provocam mortes e danos em ilha da Indonésia

Tremor e tsunami provocam mortes e danos em ilha da Indonésia

“O governo local declarará o estado de emergência”, disse o porta-voz, em Jacarta. Ele frisou também que o mais urgente agora também é restabelecer os serviços de energia elétrica e telecomunicação na área.

“Quando a ameaça surgiu, as pessoas ainda estavam fazendo suas atividades na praia e não correram imediatamente, e se tornaram vítimas. Muitos corpos foram encontrados na costa, devido ao tsunami”, relatou o porta-voz. Para escapar das ondas, algumas pessoas subiram em árvores de seis metros.

Pessoas tentam circular em rua cheia de escombros na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFPPessoas tentam circular em rua cheia de escombros na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFP

Pessoas tentam circular em rua cheia de escombros na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFP

Tremores

Na sexta-feira (28), uma série de terremotos abalou a ilha indonésia de Sulawesi. Um deles, de magnitude 7,5, levou à formação de um tsunami com ondas até 2 metros.

A BNPB confirmou a formação do tsunami depois que vários vídeos foram divulgados nas redes sociais.

Mulher chora enquanto pessoas olham para os danos após terremoto e tsunami atingiram Palu, na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFPMulher chora enquanto pessoas olham para os danos após terremoto e tsunami atingiram Palu, na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFP

Mulher chora enquanto pessoas olham para os danos após terremoto e tsunami atingiram Palu, na ilha de Sulawesi — Foto: Muhammad Rifki / AFP

Milhares de casas desmoronaram, além de hospitais, hotéis e comércios. Houve corte de energia. A cidade costeira de Palu foi a mais afetada, seguida de Donggala.

Técnicos de telecomunicações e transporte aéreo chegaram neste sábado ao aeroporto nacional de Palu, que permanece fechado para voos comerciais.

A principal cidade que dá acesso a Palu está bloqueada por um deslizamento de terra.

Mapa mostra área tingida por terremotos e tsunami na Indonésia — Foto: Infografia: Karina AlmeidaMapa mostra área tingida por terremotos e tsunami na Indonésia — Foto: Infografia: Karina Almeida

Mapa mostra área tingida por terremotos e tsunami na Indonésia — Foto: Infografia: Karina Almeida

Terremoto e tsunami deixaram mesquita em Palu em ruínas — Foto: Rifki/ APTerremoto e tsunami deixaram mesquita em Palu em ruínas — Foto: Rifki/ AP

Terremoto e tsunami deixaram mesquita em Palu em ruínas — Foto: Rifki/ AP

Resgates

Fortes tremores secundários continuam a ser sentidos na ilha. Os resgates continuam, mas estão prejudicados pelo corte de energia.

Aviões militares decolaram de Jacarta neste sábado levando alimentos e medicamentos para a região de Palu.

Homem observa danos causados pelo terremoto e tsunami em Palu, Sulawesi, na Indonésia — Foto: Rifki / AP PhotoHomem observa danos causados pelo terremoto e tsunami em Palu, Sulawesi, na Indonésia — Foto: Rifki / AP Photo

Homem observa danos causados pelo terremoto e tsunami em Palu, Sulawesi, na Indonésia — Foto: Rifki / AP Photo

Tragédia em Lombok

Uma série de terremotos em julho e agosto matou quase 500 pessoas e deixou cerca de 1,5 mil feridos na ilha turística de Lombok, a centenas de quilômetros a sudoeste de Sulawesi. Milhares de habitantes ficaram desalojados.

Shopping parcialmente destruído em Palu — Foto: Antara Foto / BNBP / via ReutersShopping parcialmente destruído em Palu — Foto: Antara Foto / BNBP / via Reuters

Shopping parcialmente destruído em Palu — Foto: Antara Foto / BNBP / via Reuters

Anel de Fogo do Pacífico

A Indonésia está em uma das regiões mais propensas a tremores e atividade vulcânica do mundo: o Círculo de Fogo do Pacífico. Cerca de 7 mil tremores atingem essa área por ano, em sua maioria de magnitude moderada.

A região, de cerca de 40 mil km de extensão, tem formato de ferradura e circunda a bacia do Pacífico, abrangendo toda a costa do continente americano, além de Japão, Filipinas, Indonésia, Nova Zelândia e ilhas do Pacífico Sul.

Em 2004, um tremor de magnitude 9,1, perto da costa noroeste da ilha de Sumatra, gerou um tsunami que matou 230 mil pessoas em 14 países no Oceano Índico.

Indonésios procuram a segurança de um parque com medo de réplicas do terremoto de magnitude 7,5 que atingiu o país — Foto: Antara Foto / Rolex Malaha / via ReutersIndonésios procuram a segurança de um parque com medo de réplicas do terremoto de magnitude 7,5 que atingiu o país — Foto: Antara Foto / Rolex Malaha / via Reuters

Indonésios procuram a segurança de um parque com medo de réplicas do terremoto de magnitude 7,5 que atingiu o país — Foto: Antara Foto / Rolex Malaha / via Reuters

Destruição em Palu, região central de Sulawesi — Foto: AP PhotoDestruição em Palu, região central de Sulawesi — Foto: AP Photo

Destruição em Palu, região central de Sulawesi — Foto: AP Photo

 

Fonte: G1

 

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Informe Missionário – Maio de 2018

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Graça e paz meus irmãos, tudo bem? Escrevo para agradecer as orações até aqui. Temos proclamado as Boas Novas de Salvação em vilas, Campos de Futebol, Igrejas e comunidades de Cabo Verde, e temos visto a boa mão do altíssimo em tudo quanto tem realizado aqui.
No ministério de crianças, jovens e adolescentes, Gabriel e eu, já atendemos mais de 300 pessoas, e somos gratos à Deus pela oportunidade que Ele tem nos concedido de tocar essas vidas através do seu amor.
Já no ministério de família, Pastor Ferrari e sua esposa Samantha, têm atendido dezenas de pessoas, pregando o Evangelho, mostrando a Verdade que liberta e cremos que o nosso Deus há de restaurar essas vidas.
Obrigada por tudo até aqui e continuem orando por nós, por proteção, provisão, salvação e libertação, pois, ainda temos mais alguns dias em solo Africano, antes de regressarmos para a Missão em Portugal.
No amor de Cristo,
aida
Aida Priscila 🙂
Missionária / Missionary
+55 48 98403-7007 WhatsApp

Soli Deo Gloria

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O legado de Adoniram Judson

ADONI

“Aquele que ajoelha mais fica em pé melhor”

“Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos.”A história desse personagem é contada até hoje.

Essas eram as palavras de um grande homem de fé, chamado Adoniram Judson.

 Era o ano de 1824. Os oficiais do rei da Birmânia (atual Mianmar) – pais que fica às margens do Golfo de Bengala, no Sudeste Asiático tinham acabado de saquear o lar missionário de Adoniran e Ann Judson. levando tudo o que acharam de “valioso”. No entanto, o tesouro mais precioso havia passado despercebido: o manuscrito de uma porção da Bíblia, traduzida por Adoniran Judson, que sua esposa Ann enterrara sob a casa. Acusado de espionagem, Adoniran, um missionário magro e de corpo pequeno, ficou encarcerado por quase dois anos em uma prisão infestada por mosquitos. Ele e outros 60 condenados à morte ficaram encerrados em um edifício sem janelas, escuro, abafado e imundo. . Dentro da cadeia, além das traduções, que ele escondia dentro de seu travesseiro, Adoniran evangelizava os presos.

O missionário, magro e enfraquecido pelos sofrimentos e privações, foi conduzido entre os mais endurecidos crimi­nosos, com gado, a chicotadas e sobre a areia ardente, para a prisão. Sua esposa conseguiu entregar-lhe um travesseiro para que pudesse dormir melhor no duro solo da prisão. Porém ele descansava ainda melhor porque sabia que den­tro do travesseiro, que tinha abaixo da cabeça, estava es­condida a preciosa porção da Bíblia que traduzira com grandes esforços para a língua do povo que o perseguia.

O episódio descrito é parte da história do americano Adoniran Judson (1788 – 1850), o primeiro missionário cristão na Birmânia, que, por 30 anos, perseverou em seu trabalho de evangelização, apesar das doenças e perseguições constantes que sofria por pregar o Evangelho naquele país. Em 1819 – seis anos depois de sua chegada à Birmânia -, Judson conseguiu seu primeiro convertido. Dois anos depois, já havia uma igreja fundada no país, com 18 batizados. Em 1837, havia 1144 convertidos batizados na Birmânia. Em 1880, esse número passou a sete mil, distribuídos por 63 igrejas. Em 1950, cem anos depois de sua morte, existiam mais de 200 mil cristãos na Birmânia, em sua maioria, resultantes da mensagem que Judson deixara naquele país. Dizia ele:

“Muitos cristãos consagrados jamais atingirão os campos missionários com seus próprios pés, mas poderão alcançá-los com os seus joelhos.”

“O seu futuro brilhará na mesma medida em que você crer nas promessas de Deus”

Adoniran Judson nasceu em Malden, no estado americano de Massachussetts. Filho do pastor congregacional Adoniran Judson e de Abigail Brown Judson, o jovem Adoniran trabalhou duro em um moinho do pai. Tinha de caminhar muito até chegar à escola e tinha intensa devoção à Igreja. Sua mãe ensinou-lhe a ler um capítulo inteiro da Bíblia quando tinha apenas quatro anos. Naquele período em que o ateísmo, proveniente da França, chegava com força aos Estados Unidos, o jovem Adoniran teve uma crise existencial. Recém diplomado, aos 19 anos, ele surpreendeu os pais quando disse que não mais acreditava na existência de Deus e que iria escrever peças de teatro. Era o ano de 1807. Saiu de casa, mas, quando seguia para a casa de um tio, teve uma experiência que mudou sua vida por completo. No fim de uma noite, procurou um lugar para dormir em uma pensão. O proprietário disse que só tinha um quarto que ficava ao lado de outro em que estava uma pessoa muito doente. A voz agonizante de um homem no quarto ao lado só o deixou dormir no fim da madrugada. Ao acordar, Adoniran soube que aquele homem havia morrido, e tomou um susto ao saber que se tratava de Jacob Eames, um cético e descrente que ele conhecera na faculdade; e que também abandonara o Evangelho pelos ideais ateístas. A notícia da morte de Eames atingiu seu coração como uma flecha. Foi, então, para Plymouth, onde assistiu a dezenas de palestras de pregadores cristãos. Em 1808, decidiu estudar para o ministério e entrou no seminário teológico de Andover.

No ano seguinte, fez uma profissão pública de fé na igreja do pai e sentiu o desejo de tornar-se missionário. Na época, escrevia a Ann, então sua noiva: Em tudo que faço, pergunto a mim mesmo: Isto agradará ao Senhor? […] Hoje, tenho sentido grande alegria perante o Seu trono. Os pais de Judson queriam que ele aceitasse pregar em uma igreja de Boston, mas recusou o convite. Tinha o mundo em seu coração.

Em fevereiro de 1810, fundou, com quatro amigos pastores, a Junta Americana de Missões Estrangeiras, ligada à Associação Geral de Ministros Congregacionais de Bradford, em Massachussetts. Casou-se com Ann em 5 de fevereiro de 1812, e apenas 12 dias depois, o casal partiu para Calcutá, na Índia, junto com os quatro pastores amigos de Judson. Ann tornou-se, então, a primeira missionária a deixar os EUA. Durante a viagem, dedicaram-se ao estudo das Escrituras.O percurso não foi fácil. Ann, que estava grávida, adoeceu no navio. Deu à luz seu primeiro filho, que morreu em seguida. Eles chegaram a Rangum exaustos, em julho de 1813. Ann, muito adoentada, desembarcou em uma padiola. Aquela experiência era uma prévia do que o casal ainda haveria de enfrentar. Depois de sair da cadeia – indultado pela Alta Corte de Justiça do reino birmanês, em novembro de 1825 -, viu a segunda filha do casal, Maria, morrer de febre amarela. Em outubro de 1826, Ann faleceu, também vítima da doença. Adoniram mudou-se, então, para o interior da Birmânia, onde completaria a tradução do Antigo Testamento para o birmanês, em 1834, no mesmo ano em que se casou pela segunda vez, com Sarah, com quem teve oito filhos. Em 1837, Adoniram concluiu a tradução do Novo Testamento.

Em 1845, Sarah faleceu, e ele retornou aos Estados Unidos, 33 anos depois do início de sua viagem à Ásia. Tanto interesse gerado por sua experiência na Birmânia rendeu a Judson uma platéia i inesperada. Grandes multidões corriam para ouvi-lo pregar em solo americano, pois se tornara uma lenda. Veio a falecer no navio, em 12 de abril de 1850 e a frase que ele mais repetia em suas pregações tornou-se uma realidade: Eu não deixarei a Birmânia até a mensagem da cruz ser plantada aqui para sempre. Palavras proféticas de um verdadeiro herói da fé.No século passado, Ana e Adoniram Judson deixam o seu país, os Estados Unidos, e partem para a Birmânia, um país cheio de mistérios. Apesar dos sofrimentos por que passam, o grande amor que sentem um pelo outro os mantém unidos em seu ideal de traduzir a Bíblia para o povo birmanês.

Fonte: Revista Graça, Ano 3, n.º 33, Blog Eles creram
 LIVRO DO TRAVESSEIRO A HISTÓRIA DE ADONIRAM JUSTOS ( PORTUGUÊS )

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Morre Billy Graham, um dos maiores pregadores do mundo

Morre pastor Billy Graham,um dos maiores pregadores do mundo
Pastor norte-americano foi conselheiro de vários presidentes do país

Aos 99 anos de idade, o reverendo norte-americano Billy Graham morreu nesta quarta-feira (21), na Carolina do Norte. William Franklin Graham Jr sofria de câncer e faleceu em sua casa em Montreat.

 Ele era considerado uma figura central do movimento protestante nos Estados Unidos, com forte influência política. Graham fora mentor e conselheiro espiritual de vários presidentes, como o democrata Barack Obama.

Ele se tornou o capelão não oficial da Casa Branca desde Harry Truman (1945-1953). Visto como o pregador mais conhecido do mundo, Graham atraiu as massas, que os seguiam em seus programas de rádio e televisão.

Grande Legado

William Franklin “Billy” Graham nasceu em 7 de novembro de 1918. Era de família evangélica, tendo se batizado aos 16 anos. Após graduar-se em teologia na Faculdade de Wheaton, foi ordenado pastor batista em 1939. Foi co-fundador da Youth for Christ [Mocidade para Cristo] junto com Charles Templeton.

Começou a viajar como evangelista por todo os Estados Unidos até que em 1949 realizou a primeira grande cruzada. Anos depois, iniciou seu ministério internacional, com missões em Londres que duraram 12 semanas, em 1954. Seus eventos sempre foram em locais públicos, como parques e estádios.

Sempre desfrutou de uma reputação privilegiada, focando-se exclusivamente na mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. Esteve em lugares que para outros evangelistas parecia impossível. Durante as décadas da Guerra Fria, Graham conseguiu pregar para multidões em países da Europa Oriental e da antiga União Soviética.

Esteve no Brasil com cruzadas no Rio de Janeiro em 1960, 1974. Retornou em 2000 para uma em Recife e a última foi em São Paulo, em 2008.

Ao longo de seu ministério público de 60 anos, estima-se que tenha pregado a 210 milhões de pessoas, em 185 países. Além disso, escreveu dezenas de livros e promoveu a evangelização através de programas de rádio, TV e pela internet.

 Um dos mais influentes pregadores do século XX, serviu como conselheiro de diversos presidentes da república americanos e figurou sucessivas vezes em listas de pessoas “mais influentes do mundo” da revista Time.

Casou-se em 1943 com Ruth Graham. O casal teve 5 filhos, 19 netos e 28 bisnetos. Seus filhos Franklin Graham e Anne Graham Lotz também são evangelistas, e deram continuidade ao trabalho do pai.

Nos últimos anos ele vinham lutando contra o mal de Parkinson e desde 2005 não realizava mais as cruzadas públicas que o tornaram famoso. Em 2013 transmitiu os últimos programas televisivos, na campanha “Minha Esperança”, criada pelo seu ministério.

No Twitter, o atual mandatário norte-americano, Donald Trump, lamentou a morte. “O grande Billy Graham morreu. Não há ninguém como ele. Fará falta aos cristãos e aos fieis de outras religiões. Um homem muito especial”, escreveu.

Fonte: Terra e Gospelprime

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Viagem Missões Saúde – Profissionais e voluntários da Saúde se reúnem para atendimento de ribeirinhos

 Entre os dias 10 a 16 de fevereiro as comunidades ribeirinhas da Amazônia receberam um grupo de 30 profissionais de saúde e voluntários durante a viagem missionária Missões Saúde no barco “O Missionário”. A viagem reuniu 11 dentistas, cinco médicos, dois enfermeiros, uma farmacêutica e uma psicóloga. Os profissionais deram apoio ao casal de missionários dentistas André e Germana Matheus.

 

Ao fim da viagem, foram contabilizados 636 atendimentos dentários, 669 atendimentos médicos, 18 atendimentos psicológicos e 2.059 caixas de medicamentos distribuídos.

 O jovem Jeff Soares, um dos integrantes da caravana, pôde ver de perto a necessidade de cuidado físico e espiritual que tem o povo ribeirinho.

 

“Que experiência maravilhosa! O Projeto Novo Sorriso da Amazônia tem o objetivo de levar atendimento médico e odontológico para os ribeirinhos. Mas quando você participa, percebe que vai muito além. Você passa a entender melhor Atos capítulo 2, quando todos os cristãos se ajudavam mutuamente sem considerar nada como seu. Você entende que o Ide é para todos, e que independente da sua profissão, você poderá ser usado em qualquer lugar para levar o Amor de Deus. Você conhece um pouco mais de perto as dificuldades e desafios que os missionários passam todos os dias. E vislumbramos o potencial que temos e não usamos por nos preocupar demais com coisas supérfluas, ou mesmo quando esfriamos na fé e queremos ficar escondidos. Fui para abençoar aquele povo, voltei muito mais abençoado”, contou Jeff.

O trabalho de evangelização e compaixão e graça realizado entre os ribeirinhos não pode parar! Conheça mais sobre o Novo Sorriso da Amazônia e invista na vida dos ribeirinhos. Clique aqui! 

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